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    Pedro Tavares

    Diário de Bordo

    Diário de Bordo #4

    Dado que estou a trabalhar num projeto longo, o meu trabalho no estúdio estabilizou. Embora o referido projeto esteja a demorar mais do que era previsto, devido de sucessivas mudanças a pedido do cliente, considero que o processo para chegar à solução final é uma aprendizagem positiva, porque ensina a encarar uma diferença na abordagem, perspetiva ou brief a meio do percurso. Em adição, julgo ter descoberto uma área em que sou verdadeiramente capaz de adicionar qualidade ao grupo de trabalho, tendo inclusivamente participado em (pequenos) trabalhos já publicados ou formalmente apresentados.
    Amesterdão é naturalmente chuvosa e ventosa, com um clima volátil, no sentido em que há dias que parecem compactar diferentes estações do ano, alternando entre chuva forte e sol. No entanto, com a chegada da primavera, as últimas semanas têm sido substancialmente menos frias do que quando aqui cheguei. Para além da temperatura ser mais agradável, a cidade ganha uma outra vida: o céu limpo e o sol refletem nos canais; as árvores florescerem, ganhando copa e tornando o espaço mais verde; e as típicas tulipas holandesas brotam, atribuindo cor às ruas e aos jardins. O sol também se põe mais tarde e, visto que a Holanda está mais a norte que Portugal, parece que já é quase verão (em termos de contraste dia/noite). Os dias mais solarengos propiciam a animadora oportunidade de almoçar no terraço do estúdio.

    Diário de Bordo #3

    As minhas tarefas no estúdio estão, gradualmente, a tornar-se mais pertinentes e estimulantes, pois estou a desenvolver um projeto mais longo, do início ao fim, em vez de ajudar em várias fases de múltiplos projetos. Deste modo, consigo acompanhar melhor o corrente trabalho, em todas as fases e planos, desde a comunicação com o cliente, até ao desenvolvimento de conceitos e das consequentes soluções criativas.
    A grande maioria do meu tempo livre destina-se a visitar atrações turísticas, nomeadamente, museus, casas antigas, jardins e ruas/distritos históricos ou socialmente relevantes. Subscrevi dois cartões mensais, que oferecem acesso ilimitado a museus (museum kaart) e cinema (cineville), o que facilita bastante as atividades previamente referidas e incentiva a exploração de locais diferentes, que, de outra forma, não iria provavelmente visitar.
    Conheci, também, a margem norte da cidade, até onde ainda não me tinha deslocado, porque moro e trabalho no Sul/centro, respetivamente. Esta parte da cidade é apenas acessível através de barco, sendo mais moderna e residencial, ao contrário do centro (mais histórico e popular).

    Diário de Bordo #2

    Na última semana, concentrei-me em assimilar e solidificar rotinas “corriqueiras”, do dia-a-dia, para agilizar a minha estadia em Amesterdão.
    Para além disso, pude conhecer melhor os meus colegas de trabalho, a nível pessoal e profissional, bem como os processos e as principais metodologias adotadas pelo estúdio onde estou a trabalhar. É, sem dúvida, um espaço onde a cultura e a identidade são valorizadas. O grupo de trabalho é heterogéneo, no sentido em que é constituído por profissionais provenientes de diferentes países (sobretudo) da Europa, promovendo uma aprendizagem coletiva, através da partilha de experiências, perspetivas e formas de olhar o mundo.
    Do ponto de vista turístico, visitei vários monumentos (museus, cafés, restaurantes, entre outros) e integrei-me melhor na cidade.
    Já começo a conhecer melhor os recantos desta cidade que, por vezes, se pode tornar labiríntica.

    Diário de Bordo #1

    A chegada a Amesterdão correu bem. Cheguei à hora de jantar e fui diretamente para casa (longe do centro), logo não tive oportunidade de conhecer a cidade. Disto isto, o primeiro dia resumiu-se a instalar-me em casa.
    O dia seguinte foi o meu primeiro dia de trabalho. Fui muito bem recebido no estúdio em que estou a estagiar. Para além dos tradicionais brindes de praxe (chocolates, autocolantes, cadernos, etc.), foi-me entregue um computador (portátil) para poder trabalhar, já com as respetivas configurações preparadas. O espaço de trabalho é bastante adequado e o ambiente é relaxado e “positivo” (o nome do estúdio reflete, certamente, o modus operandi).
    Após uma breve mostra do espaço, o dia começou com uma rápida reunião em que todos disseram o que estiveram a fazer no dia anterior (prática corrente no estúdio). De seguida, tive uma reunião pessoal com um dos responsáveis da empresa, em que me foram explicados os objetivos e o plano de trabalho, para mim, estabelecidos. Foi uma ótima conversa, através da qual percebi melhor o tom e a disponibilidade dos colegas. Neste primeiro dia e durante a próxima semana, tenho um plano de trabalho ligeiro, focado em conhecer melhor cada um dos colegas e o trabalho que desenvolvem.
    Devido ao facto de apenas trabalhar quatro dias por semana (segunda a quinta-feira), dediquei-me a visitar a cidade e a passear pela mesma nos restantes dias.

     

     

     

     

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