Diário de Bordo #1
Chegámos a Sofia depois de dois voos longos e, assim que aterrámos, apanhámos o metro diretamente para o Airbnb que tínhamos reservado.
A primeira impressão da cidade foi curiosa: os passeios eram bastante irregulares e mudavam de estilo de poucos em poucos metros. Achei engraçado esse contraste urbano — parecia que cada rua tinha pequenas histórias diferentes.
Depois de chegarmos ao apartamento, instalei-me e explorei a casa para perceber onde estava tudo. No entanto, o cansaço acumulado da viagem falou mais alto e acabei por adormecer quase imediatamente no sofá. Fui dormir por volta das 19h.
Primeiras experiências e primeiro dia de estágio
Antes de irmos para o estágio, passámos por uma pastelaria local onde provámos duas especialidades típicas: bosa e banitsa. A experiência foi mista — a banitsa foi uma boa surpresa, bastante saborosa, mas a bosa foi o oposto. O cheiro intenso, que me lembrava feijão fermentado, acabou por me acompanhar durante grande parte do dia. Foi definitivamente a primeira e última vez que a provei.
No estúdio conhecemos a equipa: o Martin (patrão), a Lyubomira, o Plamen, a Ana Maria e o outro estagiário, Julen, que é espanhol. Foram todos muito atenciosos desde o primeiro momento. Deram-nos várias sugestões de sítios para comer nas redondezas e explicaram-nos o funcionamento geral do estúdio.
Depois de analisarmos alguma documentação interna da empresa, fomos todos almoçar juntos. Foi uma boa oportunidade para quebrar o gelo e conhecermo-nos melhor.
No estúdio já tinham tudo preparado para nós, o que facilitou bastante a adaptação. Explicaram-nos os workflows da empresa e alguns cuidados a ter com os equipamentos e projetos.
Saímos por volta das 18h e passámos no Lidl para fazer compras. No entanto, o Tiago tropeçou e magoou-se, e ainda por cima o telemóvel dele partiu-se na queda. Acabámos por não conseguir fazer todas as compras planeadas
Onboarding e adaptação
Continuámos o processo de onboarding, lendo documentação e tentando perceber melhor os métodos de trabalho da empresa. Na hora de almoço, o Plamen foi connosco buscar comida e comemos no estúdio. O espaço tem uma pequena cozinha onde podemos fazer chá ou café, o que nos dá mais espaço para esticar as pernas de vez em quando.
Começámos também a sentir-nos mais integrados no ambiente de trabalho e a ganhar maior confiança com os processos.
Aniversário e costumes locais
Na sexta-feira fiz anos, mas esqueci-me de mencionar isso à equipa. Coincidentemente, nesse dia estava marcado um convívio com antigos estagiários que ainda se encontravam na Bulgária.
Fomos todos a um restaurante-bar para jantar e conversar. No caminho, a Ana Maria falou-me sobre um costume tradicional búlgaro chamado martenitsa. Trata-se de uma tradição celebrada no dia 1 de março, em que se oferecem pulseiras ou pequenos bonecos vermelhos e brancos chamados Pizho e Penda a pessoas próximas. Devem ser usados até as árvores florescerem ou até se avistar uma cegonha. Normalmente são usados como pulseiras ou pins.
Achei a tradição bastante interessante, sobretudo pela ligação à natureza e à chegada da primavera.
Centro comercial e integração cultural
No dia seguinte fomos ao centro comercial tratar da reparação do telemóvel do Tiago. Aproveitei também para comprar alguns pins de Pizho e Penda para oferecer às pessoas do estúdio, como forma de participar na tradição local.
Reflexão até ao momento
Tem sido uma experiência muito interessante estar na Bulgária. A cidade tem algumas diferenças curiosas em relação a Portugal — há poucas passadeiras e muitos túneis subterrâneos para atravessar as avenidas principais.
A adaptação tem sido positiva, tanto a nível profissional como cultural. O estúdio recebeu-nos muito bem e sinto que esta experiência vai ser importante não só para o meu crescimento técnico, mas também pessoal.







